segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sobre a minha geração.

A minha geração fala da violência e ouve dizer que antigamente podia-se brincar nas ruas.
Minha geração ouve falar da fome, do aquecimento global.
Minha geração reclama de barriga cheia, e diz que os que vieram antes de nós estragaram o planeta sem se preocupar conosco.
Minha geração é cega por computadores e televisões cada vez maiores.
Minha geração acha errado, mas não fala.
Minha geração ouve, sem escutar.
E reclama, ah como sabemos reclamar.
Mas a verdade é que está na hora de mudar tudo:

De nada adianta reclamar da violência, enquanto ela está do lado de fora de nossas grades, e nós todos só a vemos na televisão.
Adianta muito menos dizer que tem gente que passa fome, se formos só dizer.
Não podemos dizer que está feito sem tentar arrumar, e sem se preocupar com os que estão por vir.
Devemos largar computadores, ou usá-los como armas. Devemos gritar, falar, escrever, ir às ruas.
Devemos ouvir, antes de gritar.
Devemos parar de reclamar pra poder fazer.

Devemos olhar pro lado. Para os dois lados, para frente e para trás, dar as mãos e mudar tudo isso.
E eu sou tão errada como vocês.

domingo, 19 de junho de 2011

Sobre a mente.

Quando ela chegou lá, não havia nenhuma Lucy, nenhum céu e muito menos diamantes.
Só tinha ela mesma e o medo de estar sozinha dentro da própria cabeça.

domingo, 12 de junho de 2011

Sobre o melhor.


Eu não queria acender outro cigarro, eu queria um abraço.
Eu não queria ser notada, queria um olhar sincero.
Não queria sexo, queria amor.
Não queria um beijo, queria carinho.
Eu não queria o mundo todo aos meus pés, só você já tava bom.
Não queria uma história de filme, desde que fosse nossa.
Ah, na real, eu não queria nada.
É, é melhor não querer nada do que sonhar com tudo que tu nunca vai poder me dar.
É, é melhor apagar tudo do que me machucar.
É, o melhor na verdade não vai acontecer.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sobre um mundo imaginário.


Eu to aqui, reclamando por causa de um 'adeus', quando tu nunca nem disse um 'oi' que fosse direcionado pra mim, sem segundas intenções.
Eu to aqui, parada, esperando tu me dizer 'voltei', mas nem foi tu que me disse 'to indo embora'.
Eu não to aqui sozinha, mas quem eu quero não está aqui.
Eu não tava procurando nada, mas encontrei você.
Eu não sabia nada, mas acabei sabendo demais.
Eu não tava procurando nada, mas encontrei demais.
Eu só tava aqui parada, agora eu to aqui. Só to aqui, sem ti.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sobre teu veneno.



Drink it up, drink it up... It's not about revenge, it's about fairness.
Drink it up. Every drop outside the cup is another drop of your life in my hands.
Soon there will be nothing left of you. Drink it up.

Sobre palavras.

Não é sobre o que faltou dizer, e sim sobre o que foi dito demais, se é que você me entende.
É sobre aquelas palavras pequenas, que tu sabia que iam machucar.
Machucaram.
É sobre o que foi dito, mesmo sem pensar, e não sobre o que agora eu penso que poderia ter dito.
É sobre discussões, brigas, palavras, sentimentos.
Os meus sentimentos.
É ao mesmo tempo sobre nada, sobre birra.
É sobre orgulho, respeito, e sobre o que eu aprendi contigo.

Que não me cobrem que ignore o que me ensinaram a não jamais relevar,
Que não me cobrem que desculpe sem que me peçam desculpas,
Que não me cobrem que aceite coisas que não consigo aceitar,
Que não me cobrem ser quem não sou, por dentro.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Sobre machucar-se.


São os trovões que te assustam mais, mas são os relâmpagos que podem te matar. São as pessoas que tu gosta mais, as que vão te decepcionar. Cuidado, meu amor, cuidado pra não se machucar.

Sobre fragmentos.

Cantando.
Sorrindo.
Sorriso ensaiado.
Sozinha...
Chorando.
O desespero.
A tristeza.
O fim.
A verdade.
Ninguém pra se importar.
Reconhecimento.
Não se conhecer.
Sozinha...
Chorando.
O desespero.
A tristeza.
O fim.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sobre o vazio.


Talvez meu sangue esvazie minhas veias, as deixando completamente transparentes, e seja isso o que eu sinto. Ou talvez meu sangue corra por elas, porque eu já estou vazia de tantos outros modos, e talvez seja isso que me falta sentir.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sobre o que deixamos de ser.

Nos perdemos, dependemos. Nós dependemos um do outro, dizemos amar um ao outro. Mas amamos de verdade? Se acabasse hoje, ia ser o que: lágrimas de tristeza ou sensação de desamparo? Iríamos tentar voltar, ou não saberíamos como seguir em frente? Precisamos do abraço ou da vida do outro? Deixamos de ser um? Deixamos de ser inteiros? Somos um depende sem fim porque mentimos? Mentimos porque não queremos admitir? Ainda existe amor?