domingo, 12 de junho de 2011

Sobre o melhor.


Eu não queria acender outro cigarro, eu queria um abraço.
Eu não queria ser notada, queria um olhar sincero.
Não queria sexo, queria amor.
Não queria um beijo, queria carinho.
Eu não queria o mundo todo aos meus pés, só você já tava bom.
Não queria uma história de filme, desde que fosse nossa.
Ah, na real, eu não queria nada.
É, é melhor não querer nada do que sonhar com tudo que tu nunca vai poder me dar.
É, é melhor apagar tudo do que me machucar.
É, o melhor na verdade não vai acontecer.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sobre um mundo imaginário.


Eu to aqui, reclamando por causa de um 'adeus', quando tu nunca nem disse um 'oi' que fosse direcionado pra mim, sem segundas intenções.
Eu to aqui, parada, esperando tu me dizer 'voltei', mas nem foi tu que me disse 'to indo embora'.
Eu não to aqui sozinha, mas quem eu quero não está aqui.
Eu não tava procurando nada, mas encontrei você.
Eu não sabia nada, mas acabei sabendo demais.
Eu não tava procurando nada, mas encontrei demais.
Eu só tava aqui parada, agora eu to aqui. Só to aqui, sem ti.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sobre teu veneno.



Drink it up, drink it up... It's not about revenge, it's about fairness.
Drink it up. Every drop outside the cup is another drop of your life in my hands.
Soon there will be nothing left of you. Drink it up.

Sobre palavras.

Não é sobre o que faltou dizer, e sim sobre o que foi dito demais, se é que você me entende.
É sobre aquelas palavras pequenas, que tu sabia que iam machucar.
Machucaram.
É sobre o que foi dito, mesmo sem pensar, e não sobre o que agora eu penso que poderia ter dito.
É sobre discussões, brigas, palavras, sentimentos.
Os meus sentimentos.
É ao mesmo tempo sobre nada, sobre birra.
É sobre orgulho, respeito, e sobre o que eu aprendi contigo.

Que não me cobrem que ignore o que me ensinaram a não jamais relevar,
Que não me cobrem que desculpe sem que me peçam desculpas,
Que não me cobrem que aceite coisas que não consigo aceitar,
Que não me cobrem ser quem não sou, por dentro.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Sobre machucar-se.


São os trovões que te assustam mais, mas são os relâmpagos que podem te matar. São as pessoas que tu gosta mais, as que vão te decepcionar. Cuidado, meu amor, cuidado pra não se machucar.

Sobre fragmentos.

Cantando.
Sorrindo.
Sorriso ensaiado.
Sozinha...
Chorando.
O desespero.
A tristeza.
O fim.
A verdade.
Ninguém pra se importar.
Reconhecimento.
Não se conhecer.
Sozinha...
Chorando.
O desespero.
A tristeza.
O fim.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sobre o vazio.


Talvez meu sangue esvazie minhas veias, as deixando completamente transparentes, e seja isso o que eu sinto. Ou talvez meu sangue corra por elas, porque eu já estou vazia de tantos outros modos, e talvez seja isso que me falta sentir.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sobre o que deixamos de ser.

Nos perdemos, dependemos. Nós dependemos um do outro, dizemos amar um ao outro. Mas amamos de verdade? Se acabasse hoje, ia ser o que: lágrimas de tristeza ou sensação de desamparo? Iríamos tentar voltar, ou não saberíamos como seguir em frente? Precisamos do abraço ou da vida do outro? Deixamos de ser um? Deixamos de ser inteiros? Somos um depende sem fim porque mentimos? Mentimos porque não queremos admitir? Ainda existe amor?

domingo, 20 de março de 2011

Sobre o que somos.

Eu não quero paz, e nenhuma dessas ideias bonitas, pré-fabricadas e prontas. Quero tão pouco me ver livre de problemas, de quaisquer tamanho que sejam eles. Não quero 'menos', menos stress, menos pressão; pelo contrário, quero sempre mais: eu quero o limite. Quero estar no limite, só pra matar o tédio e sentir que faço algo. Muitas vezes, faço coisas 'erradas e feias', não pra ser 'contra' ou nada disso, mas para ver se alguém se importa a ponto de dizer 'isso não é bom pra você, pare.'. Não vou mentir, dizer que não quero atenção. Quero. Todos queremos. Queremos ser notados pelo que somos, e acabamos, por fim, sendo outros, ainda assim, não notados. Mas eu não quero ideias de outros, não quero revolução, não quero nada bonito, nem nada fácil. Quero reinvenção, por mais feia, dolorida, ou sozinha que seja. Quero ser um 'eu' totalmente meu.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Trust is something expencive, and you are getting out of money. Love is something that hurts a lot, not for you, just for me.